Powered By Blogger

domingo, 24 de novembro de 2019

AUGUSTO LIBERATO

  




Nome completo Antônio Augusto Moraes Liberato
Nascimento 10 de abril de 1959
São PaNomulo
Morte 22 de novembro de 2019 (60 anos)
Orlando; Flórida; Estados Unidos
Nacionalidade brasileiro
Filho(s) 3
Ocupação: apresentador, empresário, ator, cantor
Período de atividade: 1981–2019
Causa da morte: morte cerebral devido a queda acidental

Filho de imigrantes portugueses, na adolescência Gugu escrevia cartas para Silvio Santos sugerindo programas, que terminou por contratá-lo. Começou na televisão aos quatorze anos como assistente de produção do programa Domingo no Parque, apresentado por Silvio Santos no SBT.

Estreou seu primeiro programa em 1981. No ano seguinte, começou a apresentar o Viva a Noite, que foi seguido pelo Sabadão Sertanejo, Domingo Legal e Gugu. Seu último trabalho na TV foi o talent show Canta Comigo. Gugu era considerado como um dos apresentadores mais consagrados da história da televisão brasileira.

Em 20 de novembro de 2019, Gugu sofreu uma queda do sótão de sua casa em Orlando, na Flórida, Estados Unidos e, dois dias depois, sua morte foi confirmada, Gugu era casado com a médica Rose Miriam Di Matteo, com quem teve três filhos.


JUVENTUDE
Gugu era o filho mais jovem do caminhoneiro Augusto Claudino Liberato (1921-2009)[5] e da vendedora de roupas Maria do Céu Morais (1929-), ambos imigrantes portugueses[6][7] do distrito de Bragança na região de Trás-os-Montes[8].


CARREIRA TELEVISIVA

O início da carreira na televisão foi ainda na adolescência, aos quatorze anos, como assistente de produção do programa Domingo no Parque, apresentado por Silvio Santos no início da década de 1970. Gugu usava as horas de folga do serviço para escrever cartas com sugestões de brincadeiras ao dono do SBT. A iniciativa abriu a porta para sua primeira oportunidade na emissora do Abravanel.

Um de seus primeiros programas, em 1981, foi a Sessão Premiada paulista — a versão carioca era apresentada por Paulo Barboza. Em 1982, Silvio Santos pediu que Nelly Raymond, uma importante diretora argentina, criasse um programa para os sábados à noite. Era o Viva a Noite, que no início era dividido em várias partes, e apresentado também por nomes como Ademar Dutra, Mariette Detotto e Jair de Ogum. Depois de algumas mudanças de formato, Gugu permaneceu sozinho no comando do programa, posteriormente dirigido por Homero Salles. Ao mesmo tempo que comandava o Viva a Noite, Gugu permaneceu por algum tempo dirigindo o Domingo no Parque e como editor do boletim Semana do Presidente, que era veiculado nos intervalos entre os quadros do Programa Silvio Santos.

Depois do sucesso do grupo Menudo, famoso pela música “Não Se Reprima”, que foi exaustivamente promovido pelo programa Viva a Noite em 1984, lançou grupos musicais brasileiros do mesmo formato, como Dominó e Polegar, se tornando um empresário de sucesso. Sua produtora, a GGP, é responsável pela gravação de comerciais, programas e séries. Em agosto de 1987, no auge do sucesso do programa, Gugu assinou um contrato com a Rede Globo. 
Porém, no sábado de Carnaval de 1988, Silvio Santos foi pessoalmente à sala do dono da emissora carioca, Roberto Marinho, no jornal O Globo, pedir a liberação do apresentador para permanecer no SBT. Silvio iria se submeter a uma delicada cirurgia e fez uma proposta milionária a Gugu, oferecendo grande parte da programação dominical.

Para se ter uma ideia, o salário do apresentador aumentou em dez vezes, fora os ganhos com publicidade. Gugu estreou nos domingos do SBT em 17 de abril de 1988, apresentando sozinho os quadros Passa ou Repassa e Cidade contra Cidade. 
Gugu também dividiu com Silvio Santos a apresentação do Roletrando. Em 30 de outubro de 1988, estreou o quadro TV Animal. 

Mesmo apresentando parte da programação dominical, Gugu manteve-se à frente de atrações no sábado à noite, principalmente com programas musicais como o Sabadão Sertanejo. O maior sucesso, porém, veio com o Domingo Legal, que rivalizava exatamente com o Domingão do Faustão, programa ironicamente criado para ser seu. A concorrência, em fins dos anos 1990, foi durante muito tempo favorável a Gugu, que encerrou a década com picos acima de 40 pontos de audiência.

Também atuou no cinema, ao lado das apresentadoras infantis Xuxa Meneghel e Angélica, do grupo Os Trapalhões e, na música, Gugu lançou vários LPs e CDs, incluindo um álbum de estúdio nomeado Gugu Para Crianças, que já vendeu mais de 100 mil cópias no Brasil, e sendo premiado com disco de ouro pela ABPD.
Gugu recebeu onze estatuetas do Troféu Imprensa, as quais: revelação de 1982, animador de 1995 a 2000 e 2002, programa de auditório de 2008 e programa sertanejo de 1991 e 1992. Venceu também o Troféu Internet de programa de auditório em 2005. Gugu também lançou duas séries de revistas em quadrinhos. A última leva foi entre 1988 e 1990, com vinte gibis e quatro almanaques.


SAÍDA DO SBT E PRIMEIRA ESTADA NA RECORD

Durante sua época de ouro, em 1987, Gugu teve uma breve e conturbada passagem pela Rede Globo, em que era contratado para desbancar a audiência de Silvio Santos naquele ano. Mas o apresentador foi recontratado pela emissora paulista, sem ter nem tempo de estrear seu então novo programa pela emissora carioca. Nessa época, dividia o auditório com Silvio Santos e, um ano depois, comandou outros programas naquele domingo.

No dia 25 de junho de 2009, deixou o SBT e assinou um contrato de oito anos com a Rede Record. Com um salário mensal de três milhões de reais, viria a comandar um programa dominical na emissora de Edir Macedo. Também tinha previsto um programa de entrevistas no canal de notícias Record News e um programa na Record Internacional.

Sua estreia na Rede Record se deu no dia 30 de agosto de 2009, com a estreia de seu programa dominical, intitulado apenas Programa do Gugu e exibido às 20h00min. Em maio de 2010, após sofrer com baixos índices de audiência, perdendo constantemente na Grande São Paulo, para o Programa Silvio Santos, do SBT, seu programa passou a ser exibido às 16h00, após o Tudo é Possível. Em seu primeiro programa, além de erros técnicos, Gugu anunciou a presença do grupo internacional Blue Man Group e chamou seu novo programa erroneamente como Domingo Legal, antigo programa que o mesmo apresentava no SBT. No bloco seguinte, Gugu desculpou-se pelo erro.

Em 6 de junho de 2013, o portal UOL noticiou que Gugu Liberato deixaria a Record. O motivo da saída do apresentador seria corte de verbas no seu programa feito antes do final do seu contrato. A Rede Record só viria a confirmar a saída do comunicado da emissora no final da tarde do dia posterior. No texto, o canal diz que “a emissora e o apresentador consideram que o período de convivência profissional foi proveitoso para ambas as partes e atingiu seus objetivos”, e “ofereceu todas as condições para que Gugu e sua equipe desempenhassem o seu trabalho”.

Gugu apresentou seu último Programa do Gugu na Record em 9 de junho de 2013. Ao final da atração, agradeceu ao público, a sua equipe de produção, aos colegas da Record e a própria emissora, a qual, segundo ele “sempre me proporcionou uma excelente estrutura e a oportunidade de estar junto de vocês todos esses domingos”.

Mesmo após a rescisão de seu contrato, de forma acordada entre ambas as partes, Gugu manteve por mais alguns meses vínculo com o Grupo Record. Dois meses após o Programa do Gugu sair do ar no Brasil, a Record Internacional estreou o programa Gugu com Diversão, sendo exibido às quintas-feiras, sábados e domingos, até o fim de 2013 — conforme o acordo firmado entre Gugu e Record. O programa reaproveitava quadros exibidos na atração brasileira. A emissora também pagou uma multa milionária de rescisão, no qual foi dado um dos helicópteros Águia Dourada, marca do jornalismo da emissora.


RETORNO A TV RECORD

Em 1º. de julho de 2014, a Rede Record anunciou um acordo com a GGP Produções, produtora de Gugu, acabando com um ciclo de suspense feito pela mídia em torno de sua carreira. Após dois anos afastado da TV, no dia 25 de fevereiro de 2015 aconteceu a estreia do programa da primeira temporada de Gugu na Record. No ar das 21h44 à 0h22, a volta de Gugu alcançou 17 pontos de média com pico de 19 e 30% de share, ante 19 da Globo, 8 do SBT e 1 da Band. Além da excelente estreia, a atração atingiu a liderança por 1 hora e 28 minutos. No programa de estreia, o apresentador exibiu uma entrevista exclusiva com Suzane von Richthofen que, pela primeira vez, revelou detalhes do crime que chocou o Brasil.

Em 22 de setembro de 2015, foi ao ar o último programa da 1.ª temporada de Gugu na Record. Gugu Liberato renovou contrato com a emissora para mais um programa a partir de 2016 e renovou até 2017. Em 3 de fevereiro de 2016, foi ao ar o primeiro programa de 2016 de Gugu na Record. O programa passou a ser exibido semanalmente. A atração já não era mais por temporadas, e sim apresentada semanalmente, ao vivo, direto da sua produtora GGP, durante o ano de 2016 às quartas-feiras, no horário nobre da emissora. 
O programa, que além de ser semanal ao vivo, teve um formato diferente. Em 25 de janeiro de 2017, o programa voltou com os quadros e as entrevistas, que foram exibidos em 2016. O programa voltou ao vivo e totalmente repaginado em 22 de março de 2017, quando a RecordTV anunciou mudanças e novidades da nova programação de 2017. Em 27 de dezembro de 2017, foi ao ar o último programa de 2017 de Gugu na RecordTV. O programa se despediu definitivamente, quando a emissora anunciou a demissão da equipe do programa. Liberato apresentava o reality Power Couple Brasil.

No dia 18 de abril de 2018, na faixa das 22h30, logo após o Jornal da Record, o apresentador assumiu a nova temporada do programa Power Couple Brasil, que passou a ser exibido de segunda a sexta-feira. Em 18 de julho do mesmo ano, estreou um novo programa na RecordTV, o talent show Canta Comigo, exibido às quartas-feiras, às 22h30.


CARREIRA EMPRESARIAL

Em 1997, Gugu associou-se a empresários de Cuiabá, Mato Grosso, para formar uma rede de televisão, sediada naquela cidade. De acordo com levantamento da repórter Elvira Lobato, da Folha de S.Paulo, o animador ficou com 49% das ações da Pantanal Som e Imagem. O caso veio a público durante a campanha presidencial de 2002, quando Gugu apresentava o programa de TV do então candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), José Serra.

A concessão do canal chegou a ser anulada pelo então ministro das Comunicações, Juarez Quadros. Mas, em fevereiro de 2007, após uma longa disputa judicial, Gugu conseguiu ter de volta a concessão da TV Pantanal. Pelos planos do apresentador, a emissora se tornaria um canal de notícias, segundo os moldes da emissora americana Cable News Network (CNN).[26] Um mês após reaver a concessão da Pantanal Som e Imagem, Gugu fechou um acordo de cessão dos estúdios da produtora GGP para a produção paulista da programação da Rede JB (antiga CNT).


CONTROVÉRSIAS

Escândalo do PCC
Ver artigo principal: Escândalo Gugu-PCC
Conhecido também como Escândalo Gugu-PCC, ocorreu em 7 de setembro de 2003, dia da Independência do Brasil. Nessa data, o Domingo Legal foi palco de um grande escândalo do jornalismo nacional ao exibir uma entrevista com dois supostos integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), dentro de um ônibus, pelo repórter Wagner Maffezoli. Os dois supostos bandidos, identificados apenas como “Alfa” e “Beta”, fizeram ameaças ao então vice-prefeito de São Paulo, Hélio Bicudo, e a três apresentadores de programas policiais: José Luiz Datena, da Rede Bandeirantes; Marcelo Rezende, que ancorava o antigo Repórter Cidadão, da RedeTV!; e o comentarista de futebol Oscar Roberto Godói (então no Cidade Alerta, da Rede Record). 
Os supostos integrantes do PCC também assumiram a tentativa de sequestro do padre Marcelo Rossi, fato ocorrido uma semana antes. 
No dia seguinte, a polícia, o Ministério Público, os apresentadores e o vice-prefeito pediram investigações sobre os supostos integrantes do PCC. 
Marcelo Rezende foi o primeiro, logo no dia seguinte, a acusar a reportagem de ser forjada. Nos dias seguintes, intensificou-se a impressão de que tudo teria sido uma farsa, até que um comunicado do próprio PCC, divulgado pela imprensa na mesma semana, negou ter ameaçado apresentadores e o vice-prefeito, dizendo que os dois homens não eram do grupo.

Em 15 de setembro, ao ser entrevistado por Hebe Camargo, Gugu afirmou que excepcionalmente não havia visto as reportagens antes de ir ao ar, porque estava preocupado com a saúde de seu pai. 
No dia 17, a polícia concluiu que o vídeo havia sido falsificado, com a identificação dos falsos membros do PCC e o envolvimento da produção do Domingo Legal, por ter contratado um certo Barney para recrutar os dois homens que eram da chamada “classe baixa da sociedade”. 
A produção improvisou dentro do ônibus a entrevista que, segundo ex-funcionários do SBT e a polícia, foi feita no estacionamento da emissora. Barney acusou a produção e Gugu de serem mentores da fraude para prejudicá-lo.

Entre outubro e dezembro, os envolvidos, inclusive Gugu, foram depor na delegacia por causa dessa fraude. Gugu, sua produção e o SBT foram processados várias vezes (por apresentadores, pelo vice-prefeito e pela Comissão de Ética Jornalística). 
O escândalo prejudicou a imagem do SBT, tanto por telespectadores como por anunciantes da emissora. Isso levou também ao declínio do Domingo Legal e, consequentemente, elevou a audiência do Domingão do Faustão e do recém-lançado Pânico na TV, da RedeTV!. O processo foi encerrado e não houve condenação de nenhum envolvido, tampouco indiciamento de Gugu Liberato.


ACUSAÇÕES DE SENSIONALISMO

Nos anos 1990, o programa Domingo Legal exibia durante a tarde um quadro chamado “Banheira do Gugu”, que consistia em mulheres com biquínis minúsculos que tentavam impedir homens de sunga de encontrar sabonetes dentro de uma banheira com água. Na época, o Ministério Público reclassificou o programa e impediu o quadro de ir ao ar.

Em fevereiro de 2015, Gugu entrevistou Suzane von Richthofen. As chamadas para que antecediam a entrevista diziam que Suzane “rompe o silêncio e faz revelações inéditas sobre o crime que chocou o Brasil”. A entrevista rendeu 17 pontos de média e conquistou a liderança durante sua exibição, mas causou controvérsias.

Em 2016, Gugu Liberato abriu o túmulo de Dercy Gonçalves para investigar se a atriz, morta em 2008 aos 101 anos, realmente foi enterrada de pé. Para isso, Gugu foi com sua equipe ao mausoléu em forma de pirâmide onde Dercy está sepultada.


VIDA PESSOAL

Em 10 de novembro de 2001, Gugu e a otorrinolaringologista Rose Mirian Souza Di Matteo tiveram um filho, João Augusto Liberato. Rose foi assistente de palco do programa Viva a Noite em 1985 e teve romance com o apresentador na década de 1990; ambos optaram por não se casar e a gravidez foi bem-sucedida. No Brasil, ambos viviam em casas separadas. Em 25 de dezembro de 2003, o casal teve duas filhas gêmeas, Sofia e Marina.


FALECIMENTO

Em 20 de novembro de 2019, Gugu sofreu uma queda de uma altura de cerca de quatro metros do sótão de sua casa em Orlando, na Flórida, Estados Unidos, enquanto tentava trocar o filtro do seu ar-condicionado. Ele foi internado em estado grave, em coma classificado como Glasgow 3; a morte encefálica foi diagnosticada no dia 21 de Novembro, e, no dia 22 de Novembro, sua morte foi confirmada através de sua assessoria, a qual reportou inatividade cerebral. Respeitando o desejo do apresentador, a família autorizou a doação de órgãos que, segundo os médicos, beneficiariam até 50 pessoas.
Em 23 de novembro de 2019, a assessoria de Gugu informou que o velório aberto ao público aconteceria na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) e o enterro no Cemitério do Morumbi. O governador de São Paulo, João Dória, decretou luto oficial de três dias em função da morte do apresentador.

Fonte: www.https://pt.wikipedia.org/wiki/Gugu_Liberato

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

MOREIRA FRANCO



ARTIGO DE AUGUSTO NUNES

Nascido em Niterói, Ernâni do Amaral Peixoto começou a subir na vida quando trocou o posto de ajudante-de-ordens do presidente da República pelo ofício de genro de Getúlio Vargas. Sem saber direito a diferença entre a proa e a popa, foi promovido a almirante. 

Em 1937, o noivo de Alzirinha ganhou do futuro sogro o cargo de interventor federal no Estado do Rio de Janeiro (e ganhou do povo o apelido de Alzirão). Até morrer no fim dos anos 80, Amaral Peixoto seria deputado federal, senador e um dos mais poderosos dirigentes partidários da história política brasileira.

Piauiense de Teresina, Wellington Moreira Franco começou a subir na vida quando deixou de ser só mais um na multidão de jovens políticos ambiciosos para assumir o emprego de genro de Amaral Peixoto. 

Sempre monitorado pelo sogro, foi sucessivamente eleito deputado federal, prefeito de Niterói e governador do Rio. Só em 1989, quando chegaram simultaneamente ao fim a agonia do patriarca e o casamento com Celina Vargas do Amaral Peixoto, Moreira Franco passou a perseguir caminhos próprios. Nenhum deles logrou resgatá-lo dos papéis de coadjuvante.

Depois da vitória de Leonel Brizola na sucessão de Moreira Franco, ganhou do adversário impiedoso o apelido de Angorá. O achado fez tanto sucesso que foi mantido pelos executivos da Odebrecht encarregados de identificar com codinomes os fregueses do departamento de propinas desmontado pela Lava Jato. 

Angorá é mais criativo que Botafogo, como é conhecido nos porões da empreiteira o deputado Rodrigo Maia, genro de Moreira Franco. Nascido no Chile, onde o pai vivia exilado, o botafoguense militante começou a carreira de caçador de votos no colo do hoje vereador César Maia. Mas está na presidência da Câmara também por ter Moreira Franco como sogro.

Essa frondosa árvore genealógica, plantada há mais de cem anos, rende frutos altamente lucrativos desde a ascensão política do almirante que não comandou sequer uma canoa. Mas já foi condenada à morte pelo Brasil da Lava Jato. A galharia atulhada de sogros, genros e agregados será triturada pelas motosserras tripuladas por informantes da Odebrecht.

sábado, 7 de janeiro de 2017

FIDEL CASTRO


1. Data de nascimento


Oficialmente, Fidel nasceu em 1926. Mas pesquisadores dizem que ele veio ao mundo um ano depois, em 1927.

Mario Beira, autor do livro Fidel Castro Ruz: Um Estudo Psicanalítico, é um dos que argumentam que o pai de Fidel, Ángel Castro, mudou sua data de nascimento para que o menino pudesse pular do terceiro para o quinto ano e, com isso, cursar uma escola secundária.
Outros sustentam essa teoria com declarações que a mãe do líder cubano, Lina Ruz, e seus irmãos deram à imprensa estatal nos primeiros anos da revolução, assim como dados recolhidos pelos primeiros biógrafos locais.
Em 1977, a jornalista americana Barbara Walters perguntou a Fidel em que ano ele havia nascido.
"Fico com a data menos favorável", respondeu o líder cubano.
2. Nome 


Oficialmente, seu nome era Fidel Alejandro. Mas quem teve acesso às suas certidões de nascimento ─ que são várias, devido à condição original de filho ilegítimo, posteriormente regularizada ─ assegura que ele teve outros nomes.

A historiadora brasileira Cláudia Furiati foi a primeira a documentar o assunto. No livro "Fidel Castro: A História me Absolverà", publicado em 2003, ela diz que, em sua certidão de batismo de 1935, Fidel está registrado como Fidel Hipólito Ruz González.Já a de 1938, consta outro nome: Fidel Casiano Ruz González.
E, finalmente, em 1941, quando foi reconhecido, o líder cubano passa a se chamar Fidel Alejandro Castro Ruz, nome pelo qual ficou conhecido até hoje.
Sobre o assunto, Fidel disse apenas que "em 13 de agosto [dia de seu aniversário] é o dia de São Hipólito Casiano, mas me deram o nome de Fidel por causa do homem que ia ser meu padrinho".
3. 'Fortaleza'


"Punto Cero" é o nome que os serviços de inteligência cubanos dão a Jaimanitas, como é chamada a residência de Fidel em Havana, por décadas cercada de mistério.

A primeira vez que o público viu registros do interior da casa foi em 2001, quando Dashiel Torralba, ex-namorada de um dos filhos do líder cubano, fugiu de Cuba e entregou um vídeo caseiro à rede de TV americana Univisión.
Situada em um subúrbio de Havana, em uma área onde antes se localizava um campo de golfe, trata-se de uma construção em forma de ferradura, ao redor de uma piscina.
O vídeo de Torralba mostra um longo corredor exterior, um amplo jardim com alguns brinquedos, uma cozinha com revestimento de aço inoxidável e uma mesa de jantar com oito cadeiras e uma TV, sem muitos luxos.
Na ocasião, o então vice-presidente, Carlos Lage, classificou a exibição do vídeo como uma "baixeza repugnante". Mas depois que Fidel deixou o poder, em 2008, os controles foram relaxados e algumas personalidades ganharam acesso à residência do líder cubano.
Em janeiro de 2014, por ocasião da cúpula da CELAC (Comunidade de Estados Latino-

Americanos e Caribenhos) realizada em Havana, vários presidentes visitaram Fidel em sua casa. As fotos distribuídas por agências de notícias mostravam o líder cubano e seus convidados na varanda com cadeiras de balanço de vime simples.
Uma reportagem do jornal britânico "The Guardian" acrescenta que a "casa modesta" conta com dois andares e quatro quartos, enquanto que o diário Telegraph, também do Reino Unido, a descreve como uma construção "bem equipada" que constrasta com "a imagem de austeridade exigida dos ministros cubanos".
4. Fortuna 


O patrimônio de Fidel é um assunto espinhoso, que divide correligionários e detratores.

A revista americana "Forbes" passou a incluí-lo em sua lista de mais ricos a partir de 1997. Em 2006, último ano em que figura na compilação, o líder cubano aparece com uma fortuna de US$ 900 milhões (R$ 3,1 bilhões).
A cifra se baseia em seu "poder econômico sobre uma rede de companhias de propriedade do Estado".
Fidel classificou a avaliação da "Forbes" como uma "mentira repugnante".
Outros acreditam que sua fortuna pode ser ainda maior. Segundo eles, o patrimônio do líder cubano está seria parte das chamadas "Reservas do Comandante", que inclui contas bancárias, negócios e propriedades dentro e fora de Cuba.
5. Com que roupa?


Desde o início da década de 50, Fidel Castro não era visto em público senão com vestimenta militar.

"Com o uniforme não tenho que pôr gravata todos os dias. Evita o problema de que roupa vou usar, que camisa, que calças", disse Fidel ao jornalista espanhol Ignacio Ramonet.
Em 1994, por sugestão do amigo, o escritor colombiano Gabriel García Márquez, experimentou usar uma camisa informal conhecida como "guayabera", na Conferência dos Não Alinhados, segundo o documentário Fidel, A História Não Contada, da cineasta cubana Estela Bravo.
Naquele mesmo ano, começaria também a vestir-se de terno.
Depois de uma cirurgia em 2006, a saúde fragilizada o levou a um estilo mais informal: calças e casaco esportivos. Razão pela qual a revista americana "Time" o incluiu em uma lista recente de governantes mais malvestidos do mundo.
E sua famosa barba? Começou a usá-la ainda nos anos 50 e nunca a abandonou.
6. Mulheres e filhos


Fidel Castro gozava de fama de mulherengo e até hoje não se sabe quantos filhos o líder cubano teve.

Em seu livro "Without Fidel" (2009) (Sem Fidel, em tradução livre), a jornalista americana Ann Louise Bardach disse que o total chega a 11, entre legítimos e ilegítimos.
Fidel se casou em 1948 com Mirta Diaz-Balart, jovem de uma família abastada, que conheceu nos tempos de estudante. Com ela, teve um filho: Fidel, conhecido como Fidelito, que chegou a se encarregar do programa nuclear cubano.
O casamento acabou em 1955 e, segundo Bardach, no ano seguinte, teve três filhos de três mães diferentes.
A mais famosa é Alina Fernández. Sua mãe é Natalia Revuelta, uma jovem da alta sociedade que defendeu ardorosamente a revolução. Alina, por outro lado, fugiu de Cuba em 1993 e se tornou uma das maiores críticas do regime.
A menos conhecida é Panchita Pupo, cuja existência foi revelada por Bardach há alguns anos. Por último, nasceu Jorge Ángel, filho de María Laborde, uma admiradora que Fidel conheceu ao sair da prisão.
Em seguida, o líder cubano teve cinco filhos com a companheira de longa data, Dalia Soto del Valle, uma professora de escola que ele conheceu durante as campanhas de alfabetização dos anos 60: Alexis, Alexander, Antonio, Alejandro e Ángel.
Fidel só se casou com Dalia em 1980. Mas foi apenas em 2003 que o rosto dela se tornou conhecido em todo o país, durante uma transmissão da TV estatal.
"Enquanto não era um pai de estilo afetuoso, Fidel cumpria com suas obrigações e mantinha um olho ─ ainda que distante ─ sobre o clã. Sustentava financeiramente todos os filhos e garantia que todos teriam oportunidades", escreveu Barach.
A jornalista inclui outros herdeiros não confirmados, como um homem chamado Ciro Redondo, que teria sido fruto de uma breve relação do líder cubano. E em 2007, uma desertora dos serviços de inteligência disse ter dado à luz a outro filho de Fidel nos anos 70.
7. Paixão por esportes


Sua paixão por beisebol era conhecida do público. Alguns dizem que ele teria chegado, inclusive, a realizar testes para jogar com um dos mais famosos times do mundo, o New York Yankees, da Liga Profissional Americana (MLB). Outros acreditam que tudo não passou de mito.

"Em um país como Cuba, onde a cobertura dos esportes era ampla e completa (…) não há nenhum registro de que Fidel Castro tenha jogado, e muito menos de que tenha sido estrela de alguma equipe", escreveu o professor da Universidade de Yale Roberto González Echevarría em seu livro "Uma história do beisebol cuban" (1999)
Fidel também gostava de pescar em alto mar.
O líder cubano nutria ainda uma paixão pelo basquete. Em 1991, quando a seleção brasileira feminina de basquete derrotou a cubana na final do Jogos Pan-Americanos de Havana, o líder estava no estádio e chegou a brincar com as duas principais jogadoras brasileiras, Paula e Hortência, dizendo que não iria dar as medalhas de ouro para elas na cerimônia de premiação.
8. Gosto por charuto


Reza a lenda que o famoso charuto Cohiba foi inventado pelo amigo de um de seus guarda-costas, Eduardo Rivera Irizarri, especialmente para Fidel, em meados dos anos 60.

O líder cubano acabaria por abandonar o hábito em 1985, por razões de saúde. Seu único contato depois dessa data foi quando autografava caixas destinadas a celebridades "em benefício da saúde pública de Cuba".
9. Boa sorte


"Se sobreviver a tentativas de assassinato fosse uma modalidade da Olimpíada, ganharia medalha de ouro", disse Fidel em certa ocasião.

"Ele tem uma sorte que pode ser confundida até com algo sobrenatural", disse à BBC Mundo, em 2010, o pesquisador espanhol Luis Adrián Betancourt, autor de um livro sobre o assunto.
Além disso, Fidel era conhecido por sua incrível memória.
"Sempre houve um lado esotérico em Fidel, alimentado naturalmente pelas religiões afrocubanas", esreveu a autora Georgie Anne Geyer no livro "Guerrilla Prince: The Untold Story of Fidel Castro" (O Príncipe da Guerrilha: A História Não Contada de Fidel Castro, em tradução livre).
Um episódio, ocorrido em janeiro de 1959, quando Fidel se dirigiu ao povo cubano após vencer a revolução, é citado com frequência.
Em uma das partes mais apaixonadas de seu discurso, uma pomba branca pousa em seu ombro. O incidente foi interpretado como um sinal de que ele era "o escolhido".
10. Lado artístico


Antes de chegar ao poder, Fidel Castro teria participado de pelo menos duas produções de Hollywood como figurante (durante seus anos de estudante): o musical "Holiday in Mexico" (1946), e a comédia "Easy to Wed" (1946).

O número de filmes, documentários e séries de que participou totalizam 48.
Mas, de acordo a escritora americana Alice Walker, Fidel Castro não sabia dançar nem cantar.

Já o artista cubano Compay Segundo discordava. Segundo ele, o líder cubano gostava muito de cantar.