segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ABISMO

A chama que não cessa de arder,
queimando um coração já acabado
traz a esperança finalmente
como uma imagem do passado,
Imagem de ilusão e saudade
que alimenta e não satisfaz
caindo no precipio deste mundo
quieto oco e sem prumo
num abraço forte e vigoroso
despencando no abismo da ilusão
num misto de medo e alegria
onde gritos de dor são abafados
o sangue que espalha pelo chão
nenhum paraiso pré-anunciado
quando tudo estará perdido
e o nada será apenas o vacuo.
Você pediu uma poesia minha
daquelas que eu fazia outrora
quando a paixão ardia violenta
nas luzes vermelhas da aurora
uma, talvez, muitas paixões,
repletas de lembranças perdidas
na paz encantada da ternura.
Não te farei mais poesias
imcompletas ou desleichadas,
jamais perderei a harmonia
que um dia me foi roubada, 
não ouço mais o som melodioso
das palavras ditas com paixão.

© Geraldo de Azevedo

5 comentários:

Martini Bianco disse...

Muito bom! Gostei bastante. Um poema desregrado, mas cheio de sentido. Um abraço, desde Lisboa.

Efigênia Coutinho disse...

Olá meu Mestre de WEB, que alegria ter você em meu espaço blog, aqui não achei como ser sua seguidora, pois desejava, vez que já somos amigos a tantos anos.
PARABÉNS, seu espaço está lindo, como tudo que você faz sempre, SUCESSO, Efigênia Coutinho

ROSA SONHADORA disse...

Efigênia tem razão, tudo que vc faz fica muito lindo, aí o meu orgulho em ser sua amiga do coração.Parabens anjo bom e Sucesso, sempre, sempre!

Efigênia Coutinho disse...

Hoje retorno ao seu espaço, e leio com calma seus versos, onde você se aprofunda na alma com abismo.
Todos temos um abismo, é ele tem o tamanho para cada situaçào que sentimos, parabéns. Tem novidades ao meu espaço, com admiração,Efigênia

saitica disse...

Geraldo de Azevedo,
Esse poema ...
Essa foto me dá calafrios, sem ífem.
Você é muito bom na escrita.
Ousei linka-lo no saitica
Abraços,
Daniel